
O
Simbolo
Originária
da Grécia e da Itália antigas, o Acanto (do grego Akantos – do
latim Acantus) é uma planta espinhosa de flores brilhantes, cujas folhas
largas, compridas, verdes e recortadas simetricamente são muito decorativas.
Suas
folhas foram largamente utilizadas como modelos arquitetônicos na construção
de templos e monumentos sacros. A arquitetura clássica a adotou como
ornamento, após a modificação feita por escultores nos
capitéis de um templo construído em Corinto, identificação
de um povo – os coríntios – que representava na escultura de pedra a
elegância, a beleza e o amor.
Com
o desenrolar do tempo e das épocas, consta da história antiga
que a folha de acanto passou também a ser associada e reconhecida nas
legiões guerreiras e civis de Roma a várias virtudes, entre elas
a crença, a coragem, o trabalho, a persistência, a organização
e a responsabilidade.
Os
magistrados da época, nomeados pelo Imperador, autenticavam documentos
com um sinete que tinha a sua característica.
Na
Guerra de Tróia, os chefes e comandados elegeram a folha de Acanto para
seu símbolo, por ser grande, ornamental e sobretudo porque secavam com
facilidade com uma tonalidade ligeiramente amarela-dourada, pendurando-as nas
entradas de suas "barracas logísticas". Assim, em situações
emergenciais, eram facilmente localizadas dentro de seus acampamentos.
Assírios,
Caldeus, Medos e Persas também utilizavam idênticos procedimentos
na logística das batalhas.
Nas hostes de Agamenon, o lendário herói, Rei de Mecenas, cuja
coragem e bravura desenvolvidas nas gloriosas façanhas de Tróia
inspiraram ao imortal Homero a "Ilíada" e a "Odisséia"
– belos poemas, misto de história e de lenda – também a folha
de Acanto era lembrada.
Na França, à época de Richelieu,
o grande cardeal de Luiz XII, o símbolo também estava associado
a uma primária logística de controle financeiro.